quinta-feira, 26 de novembro de 2015

EVOLUÇÃO PARALELA: COMBATENDO O METAGAME #6


Olá novamente, eu sou o Sergio Menna, e essa é a Evolução Paralela, uma coluna em que iremos discutir soluções para o metagame de Battle Scenes que tentam combater as estratégias populares usando cards não tão populares. A principal premissa desta coluna é evitar usar os cards que constituem o atual metagame – isso mesmo, sem Pyro, Vampira, Cassandra ou o simpático Formigão!



E hoje vamos falar sobre um deck tribal bastante forte e coeso que, apesar de não ser abundante em cenários competitivos pelo país, sempre faz uma aparição e surpreende. Vamos falar de Guardiões da Galáxia e da Nave dos Guardiões.

1. Apresentando Nave dos Guardiões
“A arte da guerra implica cinco fatores principais, que devem ser o objeto de nossa contínua meditação e de todo o nosso cuidado, como fazem os grandes artistas ao iniciarem uma obra-prima. Eles têm sempre em mente o objetivo a que visam, e aproveitam tudo o que veem e ouvem, esforçando-se para adquirir novos conhecimentos e todos os subsídios que possam conduzi-los ao êxito.”
Sun Tzu, “A Arte da Guerra”. Da Avaliação.

Esse é um Suporte no sentido mais amplo da palavra: ele busca personagem quando entra em cena, garante aos personagens da afiliação a habilidade Voo, tem um texto que é altamente sinérgico com o deck e não causa tantos problemas quando é destruído quando comparado, por exemplo, com Pássaro Negro. Seu texto é tão forte que a estratégia da maioria dos decks de Guardiões da Galáxia gira em torno deste suporte! Então vamos ampliar o texto da Nave para melhor entende-lo:

Toda vez que um personagem com a afiliação Guardiões da Galáxia que você controla usar uma ação, este suporte pode causar um ponto de dano em um personagem ou suporte a sua escolha.

Sim, é isso mesmo. Toda vez que um Guardião da Galáxia que você controla usar uma ação – mesmo que esta seja anulada por qualquer motivo – a nave pode – Cuidado para não esquecer! – causar um ponto de dano em um personagem ou suporte! O desafio fica apenas em conseguir fazer várias ações por turno. Como fazer muitas ações por turno em um deck tribal?

E a resposta é: Trabalho em Equipe.

Trabalho em Equipe permite a você, entre tantas outras coisas, criar muitas ações no seu turno durante a preparação e na antecipação do combate do oponente. Então imagine você antecipando no turno do oponente, permutando um card com Trabalho em Equipe, usando a ação recém-adquirida, antecipar com o personagem que fez a permuta, e replicar essa estrutura tantas vezes quanto possível. Isso resulta em três ações a cada par de personagens. Se você tiver pelo menos dois personagens, a Nave adiciona três de dano na conta. É um card bastante eficiente para a estratégia!

E a sinergia não para por aí. Voltando à Nave, da mesma forma que ela permite você buscar um personagem da afiliação Guardiões da Galáxia e colocá-lo em sua mão, o Senhor das Estrelas permite que você faça o mesmo ou então buscar por um suporte da afiliação. Sim, ele permite buscar a Nave.

Dessa forma, o deck possui uma estrutura muito consistente. Os personagens que você precisa são facilmente “buscáveis”, seja pela Nave ou pelo Senhor das Estrelas. Portanto, é fácil colocar em cena a Nave e mais dois personagens.

Para constar, existe também o cenário Teletransporte, que facilita a entrada de um personagem da afiliação em cena, permitindo você colocá-lo em cena carregando cards do topo do seu deck. No entanto, eu não vejo esse cenário como indispensável para a estratégia – a Nave concede Voo, o que permite usar Investigação Silenciosa para gerar recursos com absolutamente qualquer personagem. Além disso, a ação pode ser usada no turno em que os personagens entram em cena e, por ser uma ação, desencadeia o texto da Nave. É tiro pra tudo quanto é lado!

Primeira Conclusão: a principal estratégia do deck tribal de Guardiões da Galáxia gira em torno da Nave dos Guardiões. Seu texto garante uma boa quantidade de dano, além do fato de conceder Voo para seus personagens e permitir buscar um personagem no deck quando entra em cena. Como o Senhor das Estrelas pode buscar tanto a Nave quanto um personagem da afiliação ao entrar em cena, é sempre possível ter a Nave, o Senhor das Estrelas e mais um personagem, numa hipótese realista.

2. Combatendo a Nave dos Guardiões
“Se quisermos que a glória e o sucesso acompanhem nossas armas, jamais devemos perder de vista os seguintes fatores: a doutrina, o tempo, o espaço, o comando, a disciplina.”
Sun Tzu, “A Arte da Guerra”. Da Avaliação.

Como combater a Nave dos Guardiões? Da mesma forma que combater a maioria dos suportes tribais, é muito difícil combater o suporte em si. Por vezes, é mais fácil aprender a jogar em torno destes suportes do que os combater diretamente. Claro, você pode usar Caça-Hulk em seu deck de Homem de Ferro ou Vingadores, ou ainda atrasar o jogo do oponente com Tecnoassalto (o que não é muito bom, uma vez que a habilidade da Nave de buscar um personagem é desencadeada quando esta entra em cena), mas normalmente é mais fácil aprender a jogar em torno do suporte do que depender de respostas pontuais contra ele.

Se você acompanha essa coluna com alguma frequência, pode rever em nossas prévias discussões algumas formas de lidar com suportes tribais, então vou evitar repetir aquelas dicas aqui. Vou enfatizar apenas alguns pontos particularmente úteis aqui.

Impedir os personagens do oponente de realizarem ações na preparação e/ou no turno em que eles entram em cena é o ideal. Sim, novamente contamos com a boa e velha nova Joia do Infinito – Tempo para isso. Não custa lembrar que mesmo que uma ação seja anulada pelo Jaqueta/Formiga ela ainda é jogada. Portanto, a Nave continua desencadeando seu texto.

Outra forma de evitar o dano da Nave – pelo menos durante a preparação do oponente – é Ziguezague. No entanto, essas possibilidades são apenas um paliativo, não servem para efetivamente parar a Nave.

Para realmente conseguir parar a Nave, eu aconselho para os personagens. Ter em cena uma quantidade de personagens com antecipações minimamente protegidos é uma boa opção, além de formas de “prender” os personagens do oponente – Câmara de Neutralização ajuda, Cassandra é o ideal. Incapacitações ajudam um pouco, impedindo que os personagens do oponente consigam usar muitas ações por turno. Além disso, escudos altos e boa capacidade de causar dano – para nocautear os personagens do oponente – é o mais importante. Nocautear a maior quantidade de personagens do oponente, assim que possível, ajuda muito. Em decks de genialidade, Armadura de Combate I.M.A. é uma boa ideia.

Segunda Conclusão: Joia do Infinito – Tempo, cards de defesa como Ziguezague e Armadura de Combate I.M.A. ajudam a evitar problemas com a Nave em cena. Incapacitar personagens do oponente e danos na antecipação é uma boa opção também. Sem personagens em cena, o oponente não tem como causar o dano do texto do suporte. Portanto, a melhor forma de jogar em torno da Nave é combater cada personagem do oponente assim que possível.

3. Combatendo os Guardiões da Galáxia
“A doutrina engendra a unidade de pensamento; inspira-nos uma mesma maneira de viver e de morrer, tornando-nos intrépidos e inquebrantáveis diante dos infortúnios e da morte.”
Sun Tzu, “A Arte da Guerra”. Da Avaliação.

Para combater efetivamente os personagens do deck de Guardiões, precisamos entender minimamente o que eles fazem. O objetivo desse ponto é passar uma ideia geral da configuração desses personagens para facilitar na hora de calcularmos a quantidade necessária de dano para derrubá-los. Para tal, vamos dividi-los em três categorias: os frágeis, os medianos e os fortes.

Os personagens frágeis, para nossa análise, são aqueles que comumente possuem uma configuração de três ou quatro de Energia Inicial e apenas um ponto de Escudo. São eles: Groot V2, Cosmo, Rocket Raccoon (todas as versões), Aleta, Águia Estelar, Serpente da Lua e Mantis. Devido à configuração deles, o mais provável é que você precisará de duas ações para derrubá-los: uma ação de dois de dano e uma de três, caso sejam usadas no mesmo turno, ou duas ações de três de dano caso sejam usadas em turnos diferentes. Armadura de Combate I.M.A. garante a ação Aríete Hidráulico, que causa três pontos de dano, sendo uma boa opção para usar em seu turno, em especial com Incursão Surpreendente e/ou Fúria Descontrolada. Cubo Cósmico, assim como cenários que ampliam dano, são opções boas para facilitar as contas. Temos ainda a opção de usar dano penetrante, mas como o escudo destes personagens é muito baixo praticamente não há vantagem em usa-los. Contra esses personagens, quase nunca vale a pena usar Armadilha Reforçada, Cassandra Nova ou Câmara Neutralizadora.


Os personagens medianos são aqueles que possuem quatro de Energia Inicial e dois de Escudo. São eles: Senhor das Estrelas e Gamora. Esse ponto extra de escudo torna muito mais desafiador derrubá-los. Esses personagens são alvos decentes para os suportes de contenção, em especial o Senhor das Estrelas. Contra ele, Câmara de Neutralização é muito boa, removendo o texto dele de capacitação de personagens Guardiões. A matemática sugere usar três ações que causem dois pontos de dano ou duas ações de três pontos de dano. O ideal é não desperdiçar danos contra estes personagens, a menos que o dano seja efetivo em derrubá-los. Dano penetrante contra eles é aconselhável se houver ampliadores de dano e caso não seja possível nocauteá-los apenas com dano normal. 

Por fim, temos os personagens fortes: Groot V1 e Drax – O Destruidor. Para fins de cálculo vamos considerar o Drax como um personagem com três de escudo, o que não costuma ser difícil de ocorrer devido ao texto dele. Contra estes personagens precisamos de três ações que causem três pontos de dano cada, ou então até cinco ações de dois de dano. Suportes de contenção são altamente recomendados contra esses dois gigantes, bem como ampliadores de dano. Dano penetrante acaba sendo a forma mais efetiva de detê-los, sendo que ampliadores de dano ajudam bastante aqui. Lembre-se sempre que muitas vezes nocauteá-los com apenas dano normal ou apenas com dano penetrante não é possível, então evite desperdiçar muitas ações que, no final, não vão derrubá-los. O ideal é nocauteá-los em dois momentos: normalmente na antecipação do oponente e, depois, em sua fase de combate.



4. Combatendo as habilidades
“Se conhecermos bem o tempo, não ignoraremos os dois grandes princípios yin e yang, mediante os quais todas as coisas naturais se formam e dos quais todos os elementos recebem seus mais diversos influxos. Apreciaremos o tempo da interação desses princípios, para a produção do frio, do calor, da bonança ou da intempérie.”
Sun Tzu, “A Arte da Guerra”. Da Avaliação.

Outro ponto fraco deste deck é o fato de que apenas dois personagens – Gamora e Aleta – possuem antecipações impressas em seus cards. Desta forma, o deck depende bastante de cards de habilidades para antecipar. Por isso, muitas vezes, você pode se aproveitar disso e eliminar a eficiência da Nave durante a sua antecipação ao remover as antecipações dos Guardiões do oponente. Em especial, como dito antes, tente se livrar do Trabalho em Equipe e da Investigação Silenciosa.

A receita para combater cards nos recursos não mudou – Toupeira Mecânica, Toupeira, Noturno (é. mais ou menos...), Explosões no Laboratório... Enfim, já falamos de quase todas elas, basta rever os artigos anteriores. Ao remover Trabalho em Equipe, a eficiência da Nave dos Guardiões cai bastante. Ao remover Investigação Silenciosa, você atrapalha muito o oponente, pois ele terá problemas para gerar os recursos necessários para articular a estratégia e é mais uma fonte de ações que ele perde.

Terceira Conclusão: remova as antecipações de seu oponente quando possível, em especial Trabalho em Equipe. Faça render suas ações para nocautear o mais rápido possível os personagens dele e remova o máximo possível de cards dos recursos dele. Desta forma, a Nave dos Guardiões terá pouco ou nenhum impacto em cena.

5. Concluindo
O espaço, como o tempo, não é menos digno de nossa atenção. Se o estudarmos bem, teremos a noção do alto e do baixo; do longe e do perto; do largo e do estreito; do que permanece e do que não cessa de fluir.
Sun Tzu, “A Arte da Guerra”. Da Avaliação.

Bom, isso é tudo por hoje. Espero que com essas dicas e com a inspiração de Sun Tzu você consiga usá-las para combater os Guardiões da Galáxia. Honestamente, sou muito fã do deck, mas é difícil jogar contra. Sintam-se à vontade para enviar opiniões, críticas, sugestões (por favor, preciso de sugestões para os próximos artigos) por e-mail (mennamtcg@gmail.com.br) ou nos comentários abaixo. Até semana que vem e que seus oponentes não consigam usar Investigação Silenciosa até lá!


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